Não faça ISSO em um restaurante francês

“Ahh finalmente ta chegando aquela viagem dos sonhos tão esperada. Paris, França, vinhos, queijos, visuais magníficos! O que poderia dar errado nessa viagem?”

Bem , posso te responder, alguém ser bem bruto com você!

Porque por mais que Paris seja linda, alguém ser grosso com você pode estragar teu dia, e muitas vezes isso ocorre pela falta de conhecimento das “regras de comportamento” francesas.

Afinal, se trata de um país com cultura diferente da nossa, e muitas das coisas que consideramos normais no Brasil são vistas como grande falta de educação na França.

E sim, existe todo um código de conduta e etiqueta francesa que eles prezam e seguem direitinho. A questão é que mesmo um turista não é dispensado desse código, o que em si já faz parte da cultura deles. Talvez pensaríamos no Brasil, se alguém fizesse algo que não estamos acostumado “ah, ele é turista, dá um desconto pra ele” ; só que aqui na França eles pensam “pouco importa se é turista ou não, estando aqui precisam seguir a regra daqui”.

Mas não se preocupe, estou aqui pra resumi-las para você, principalmente as que envolvem o dia a dia de um turista, seja em Paris ou no interior da França.

Esse post faz parte de uma nova série do blog que irá focar justamente no que não fazer em diversas situações.

Vamos lá, ou melhor, allons-y :

1 – Não ocupe uma mesa sem antes falar com alguém!

Simm, aproveitar a França passa obrigatoriamente por descobrir a boa e bela gastronomie française.

Ou seja, é bem provável que você passará não somente por um mas vários restaurantes, e aí é mega importante saber o que evitar como comportamento.

Primeira grande diferença : aqui na França e principalmente em Paris você não escolhe a mesa. Por favor, por amor próprio, não chegue em um restaurante sentando numa mesa sem falar com ninguém.

“Pera, e o que fazer então? Como funciona?” Calma que te explico.

Basicamente, em todo restaurante existe um funcionário especifico (ou o próprio dono ou gerente quando se trata de um restaurante menor) responsável por receber novos clientes e colocá-los nas mesas. É a função dele acolher as pessoas , analisar onde pode coloca-las de tal forma que otimize o serviço e a gestão do espaço interno.

Ou seja, ao chegar o que você deve fazer é esperar na entrada do restaurante até essa pessoa vir até você e te encaminhar para alguma mesa. Na maioria dos casos as únicas perguntas que ela vai fazer são “c’est pour combien de personnes?” (mesa para quantas pessoas?) e em alguns casos (principalmente lugares que são bar e restaurante ao mesmo tempo) “c’est pour manger ou boire un verre” (é para beber algo ou comer)? Em bares-restaurante (brasseries, bistros) eles fazem isso pois separam o espaço do estabelecimento por zonas, onde há a clientes que estão somente na parte bar e outros na parte refeição.

Sim, eu sei, é bem diferente do Brasil onde é possível sentar simplesmente onde quiser. Mas é isso mesmo. O máximo que da pra fazer é, quando te apontarem a mesa , mas você preferir outra, pode perguntar “ça peut être là?” (apontando para a mesa que quer, com um sorrisinho no rosto).

“Mas e se eu simplesmente chegar e sentar?” Bem aí vai depender do humor do pessoal do restaurante, mas dentre outras coisas podem pegar birra com você e te servirem mal e sem simpatia durante toda tua permanência no restaurante, ou simplesmente podem pedir para você se levantar e ir pra outra mesa (e talvez não te peçam te uma forma tão amigável).

2 – Ok, uma vez à mesa, o que evitar?

Você chegou, esperou te receberem e te apontaram uma mesa. Parabéns, você começou com o pé direito para ser bem atendido. Só que, como muita coisa na vida, tudo que está indo bem por ir por água abaixo num piscar de olhos, principalmente na forma que você interage com o garçom e os funcionários do restaurante.

Vamos lá.

No Brasil temos a visão que o garçom sempre está ao nosso dispor. Podemos chamar ele quantas vezes quiser. Pedimos um prato, “opa esqueci de pedir uma bebida”, chamamos novamente “opa, quero mudar meu prato”, chamamos novamente, e por aí vai.

Na França é bem diferente.

Pra resumir em algumas palavras como funciona : aqui o garçom que vem até você.

Ou seja, ele vai trazer o cardápio até você (sem que você peça), e vai te dar um certo tempo para escolher. Após tal tempo, ele voltará à mesa pra perguntar se você já escolheu (dica profissional : quando tiver escolhido feche o cardápio e o coloque sobre a mesa. Isso vai fazer o garçom vir mais rapidamente).

É basicamente falta de educação ficar chamando pelo garçom com frequência.

Se você tiver feito sua escolha, feche então o cardápio e espere ele vir para fazer o pedido. Contudo, mais uma grande diferença : aqui se faz o pedido completo.

Vou explicar : o garçom vai querer anotar a opção de entrada, prato principal e as bebidas (a única coisa que ele deixa pra depois é a sobremesa) para todos que tiverem na mesa. Não é como no Brasil onde você pode pedir a entrada e ficar pensando no prato principal, ou pedir o prato e ficar discutindo sobre que vinho pedir. É realmente tudo junto!

Se quiser depois do pedido falar algo com o garçom, aconselharia fazer isso quando ele vier à mesa colocar os talheres, ou servir a entrada (basicamente aproveitar quando ele já estiver lá).

Enfim, uma vez o pedido feito o garçom vai continuar conduzindo o serviço: ele trará as entradas, quando você terminar (sem chamar) ele virá para recolher e trazer o prato principal e assim vai se desenrolando a refeição.

Fora isso, evitar coisas básicas que todos já devem saber como não chamar o garçom com “psiu” e sempre usar as expressões de politesse (bonjour, merci, s’il vous plaît).

Resumo e conclusão:

Estar atento à esse tipo de coisa vai te ajudar a ser bom turista que provavelmente será bem tratado em retorno.

Essas diferenças são ligadas ao fato que na França não existe a filosofia que temos no Brasil de “o cliente tem sempre razão”. A maneira de pensar aqui é : você está entrando no meu estabelecimento e então precisa agir conforme as regras de conduta da casa.

Difícil dizer qual cultura está mais certa nesse aspecto, são apenas visões diferentes da relação consumidor – provedor de serviço. A dica é ficar atento às diferenças culturais.

Esse post faz parte de uma série, fiquem atentos para os próximos!

Até mais, galera!

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